O Primeiro Encontro

Era um domingo de manhã, mais precisamente dia 18 de julho de 1999, haviamos combinado que nos encontraríamos na rodoviária de Americana às 9:30hs, mas como em todo primeiro encontro tem que haver um pouco de suspense, eu cheguei às 9:45hs, e minha flor fez mais supense ainda, chegou às 10:00hs.

Eu estava super ansiosa, sentei em um banco para esperá-la, percebi que chegou um ônibus com itinerário marcando São Paulo/Americana, mas como não parou no lugar de costume, ignorei a possibilidade dela estar nele, derepente olhei para tráz e vi que muitas pessoas estavam desembarcando, e em minha direção vinha uma linda mulher, um pouco tímida, em primeira instância exitei, mas fui em sua direção e logo em seguida ela abriu um lindo sorriso.

Nos abraçamos fortemente, nossos corações pareciam saltar de dentro do peito, pudemos sentí-los batendo descompassado e ficamos abraçadas por alguns minutos.

A impressão que tive foi que a conhecia há muito tempo, e olhava para aquela mulher como se estivesse com saudades de seus beijos e abraços, saudades de alguém que há muito não via, saudades de seu calor, suas palavras de consolo e suas mãos acariciando-me.

Enquanto esperávamos o ônibus, tirei um calendário de minha carteira e começamos a contar os dias. Sim ela realmente foi para Americana antes dos 100 dias, ela estava lá no sectagésimo sexto dia.

Tudo pareceu muito mágico, logo após o almoço todos resolveram sair, minha mãe nos convidou para ir na chácara, e minha então namorada queria que fossemos até a casa de seu irmão, mas resolvemos ficar, pois, tinhamos muito que conversar, afinal havíamos saído do mundo virtual e nos tranformado em éter no mundo real.

Como sempre gostei de escrever resolvi mostrar-lhe algumas de minhas poesias, e sentei ao seu lado, mas percebi que naquele momento minha flor estava muito nervosa, então sentei em sua frente e começamos a conversar sobre os mais variados assuntos.

Com o tempo passando eu não podia me conter, estava morrendo de vontade de beijar-lhe os lábios e sentir o sabor de seus beijos, mas eu havia voltado com minha namorada e não podia traí-la, então levantei-me parei em frente a essa maravilhosa flor e cuidadosamente disse-lhe:

- Ana, posso te pedir uma coisa?

Ela olhou-me com ar de assustada e foi logo perguntando:

- O que?

Então aproximei-me dela e abracei-a dizendo:

- Um Abraço!!

Aquele não foi um simples abraço de grandes amigas, havia muito mais que isso no ar, na verdade o que nós duas queríamos era poder nos beijar-mos, então ficamos abraçadas por algum tempo e depois ela voltou-se pra mim e disse:

- Cris, me dá um copo d`água!!

Servi-lhe a água e passamos o resto da tarde conversando, confesso que aquele foi um dos melhores final de semana que tive até então. Eu havia dito para minha namorada que iria me encontrar com ela a noite.

Logo anoiteceu e minha flor precisou voltar para São Paulo, acompanhei-a até a rodoviária e ficamos conversando até o ônibus chegar.

E nossa despedida foi um pouco melancólica, mais uma vez nos abraçamos fortemente e eu disse-lhe:

- Você vai voltar, então até outro dia!!
- Como você sabe que eu vou voltar? perguntou ela.
- Digamos que seja a minha intuição.
- Forte sua intuição hein??!!

Logo em seguida ela entrou no ônibus e foi embora, subi a rampa da rodoviária e não consegui parar de pensar naquela linda flor, acabei voltando para casa e não fui ao encontro de minha namorada, quando ela chegou, disse-lhe que não estava afim de sair novamente, então ela disse tudo bem, sem problemas lá estava muito chato mesmo.

Naquela noite não consegui dormir direito, e quando adormeci sonhei com minha linda flor.

Capítulo IV - O Dia Seguinte

Home